O dia 07 de setembro, há 16 anos é marcado pela participação dos movimentos sociais na construção do "Gritos dos Excluídos", que nesse ano tratou da limitação da propriedade agrária fortalecendo a bandeira da democratização da terra e da reforma agrária.
Realizado em Murici, na Zona da Mata alagona, o ato lembrou as vitimas das cheias do mês de junho que desabrigou milhares de pessoas, até agora esquecidas pelo poder público.
A caminhada percorreu as ruas da cidade e passou pelos locais em que os moradores foram colocados após a perda de suas casas. Falta de condições dignas, lonas extremamente quentes e sem estrutura básica necessária, e para completar há 2 meses a cidade está sem água.
Na cidade dos irmãos Calheiros (Renan, Olavo e Renildo - esse radicado em Pernambuco, mas sem perder os vínculos com a região) a população está submetida a todo tipo de constrangimento e humilhação, visto que por conta da falta de água as famílias precisam esperar pelos carros-pipas vindo da fazenda Calheiros.
"Em conversa com os moradores vários disseram ter simpatia e que votariam nos candidatos do PSOL e na senadora Heloísa Helena. No entanto, que não poderiam pegar adesivos ou materiais de campanha por conta de represálias. O coronelismo está sim presente!" declarou Indira presente no Grito.
Esse ato cumpriu um papel muito importante na mobilização na região da Zona da Mata, e ampliou a presença do Grito dos Excluídos dentro do estado.
| Juventude presente no Grito dos Excluídos |
| Marcha passou por acampamento em Murici |
| Esio, DCE-UFAL discursa durante o Grito |

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